Um dos melhores restaurantes Árabes do Brasil

Gastronomia como atrarivo turistico
Premiado pelo Guia 4 rodas e reconhecido internacionalmente, o Al Mansul


No dicionário Houaiss, a palavra gastronomia é definida como: 1- prática e conhecimentos relacionados com a arte culinária. 2- o prazer de apreciar pratos finos.

Aristóteles em sua obra ¨Hedypathéia – a vida dos prazeres¨, utilizava o termo gastronomia (gaster – estômago, nomia – forma de lei), como uma forma de estudar as leis do estômago.

Na atualidade, gastronomia é muito mais que arte culinária; que apreciar pratos finos; que estudar as leis do estômago humano. Gastronomia em minha opinião é uma das melhores formas de expressão cultural de um povo, região ou país.

Assim como as artes plásticas, a música, a dança e o folclore, a diversidade de cores, aromas, sabores e a variedade de frutas, grãos, frutos, peixes, animais e temperos, faz da culinária uma inesquecível manifestação cultural.

Faça um breve exercício para lembrar sua última viagem de férias. Você se recorda de alguma peça de teatro, dança, museu ou apresentação cultural que tenha visto?Agora tente lembrar dos pratos, guloseimas e iguarias que provou? O que está mais marcado em sua memória?

Quase sempre é a comida! São as frutas exóticas, os pratos elaborados, os temperos e até mesmo os espetinhos ou petisco de praia. Nossa memória é cúmplice do estômago.

Mato Grosso pode se orgulhar e deveria explorar de forma mais organizada e profissional sua riqueza gastronômica. Só para dar água na boa, vamos lembrar de algumas iguarias típicas: Arroz com pequi, ventrecha de pacu, cabeça de boi, farofa de banana, pirão, furundú, maria izabel, paçoca de pilão, cangingina, licor de pequi, pixé, caldo de piranha, doce de caju, bolo de arroz, entre tantas outras.

A criação e divulgação de roteiros gastronômicos dariam um impulso de qualidade ao turismo regional. A rota do peixe em Bonsucesso e Passagem da Conceição de Várzea Grande; as pastelarias de Jangada; as pamonhas e derivados de milho de Jaciara; os queijos de Alto Araguaia; as uvas, sucos e vinhos de Lucas do Rio verde e Primavera do Leste; as castanhas de Alta Floresta; o pequi e o mel de Chapada dos Guimarães; os doces e a farinha de Livramento, os peixes de Barão de Melgaço, Santo Antonio de Leverger e Cáceres, a cangingina e os doces de Vila Bela, etc.

Para completar nossa riqueza culinária, temos a universalidade gastronômica de Cuiabá, com uma imensidão de bares, restaurantes, espetinhos, peixarias e feiras. Temos a honra e o privilégio de ter uns dos melhores restaurantes Árabes do Brasil, premiado pelo Guia 4 rodas e reconhecido internacionalmente, o Al Mansul. Temos peixarias de excelente qualidade espalhadas pelos quatro cantos da capital. Temos também bons restaurantes rurais na estrada de Santo Antonio de Leverger, Chapada dos Guimarães e Represa do Manso, como o Tacuru no Km 2,5 da MT 351 (estrada para Manso).

Em Cuiabá come-se muito bem, independente dos gostos, paladares e bolsos. De um espetinho que custa 50 centavos nas esquinas, até um bom prato de Bacalhau norueguês. Seguindo as grandes capitais brasileiras, como o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, temos também bairros em que a gastronomia está alterando a paisagem e os hábitos, como a Praça Popular no centro de Cuiabá, que se transformou numa ilha gastronômica, com bares, restaurantes e pizzarias de excelência culinária.

Essa riqueza cultural de nossa terra deve ser valorizada, divulgada e explorada através da indústria sem chaminé, que mais cresce no mundo: a indústria do turismo!



Autor: João Carlos Caldeira Empresário, jornalista e professor universitário.

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